sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Para o que?

Enquanto isso, em uma Quinta e Breja na ECA:

...
Eu: - E você rapaz? De onde você é?
Rapaz: - Eu sou Paraguaio!
Eu: - Para o que?

E, depois de muitas brejas, voltando pra casa:


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Inferno Astral (Parte 3)

Quando eu conto os eventos que me acontecem nesse período (de inferno astral), as pessoas normalmente não acreditam. Já até quase morri em uma situação que ninguém acreditaria de tão bizarra. Mas graças a Deus eu tenho testemunhas para tudo isso!

Na mesma época, fomos ao banco do Brasil da USP. Estava, novamente, eu, Guilherme e mais alguns amigos na fila do Auto-Atendimento.

Guilherme: - Eu to dizendo! Ele tá amaldiçoado. Eu tô começando a acreditar nesse negócio de inferno astral! Tudo de estranho ou esquisito acontece com ele. Semana passada a bicicleta dele quebrou na primeira pedalada de volta pra casa! Ele tá parecendo o Hurley do LOST!

Nisso chega a minha vez de usar a máquina de Auto-Atendimento e o improvável aconteceu...

Houve um pico de energia e a máquina em que eu estava QUEIMOU.

Guilherme: - TÃO VENDO?! TÃO VENDO?! EU TO COM MEDO DE DIVIDIR QUARTO COM ELE!!

Nisso eu penso: - Tudo bem! Os outros caixas estão funcionando!

Vou para o Auto-Atendimento vizinho, coloco meu cartão, digito minha senha e... a máquina TRAVA com uma mensagem de erro de sistema.

Guilherme: - Desisto, agora eu acredito no inferno astral!

E, novamente, eu penso: - Ok! Vamos para o caixa vizinho!

E dessa vez eu consegui sacar a po#$% do dinheiro.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Inferno Astral (Parte 2)

Já em início de disciplinas, estávamos atarefados e eis que falta energia quando mais precisamos: A noite! Esperamos mais de três horas e nada da energia voltar. Descobrimos que nossa pensão pegava energia emprestada da pensão vizinha.

Guilherme: - Mah! Eu insisto novamente: vamos no rafinha, lá tem energia! Vai chegar de manhã e não vamos ter energia aqui pelo andar da carruagem. Temos que terminar nossas coisas!

Eu: - Tá bom! Tá bom! Me convenceu! Vamos lá!

Dia seguinte quando voltamos um dos pedreiros nos diz: - A energia voltou 10 minutos depois que vocês saíram....

Eu: …
Guilherme: - Coincidência de novo!

Fomos ao quarto, Guilherme liga o interruptor pra checar e nada de energia.

Guilherme: - Ué?! O cara disse que tinham ligado a energia! Ainda estamos sem energia!

Nesse momento ele vai a porta e pergunta para um quarto próximo:

Guilherme: - Tu tem energia ai?
Fulano: - Sim!
Guilherme: - Que estranho...

Saímos pelo corredor e concluímos que todos os quartos tinham energia MENOS o nosso.

Eu: - Coincidência!
Guilherme: …

domingo, 26 de dezembro de 2010

Inferno Astral (Parte 1)


De acordo com a Astrologia (a qual eu não acredito nem um pouco) inferno astral é o período de azar que as pessoas têm um mês antes do aniversário. Particularmente eu não acredito nisso, mas enfim... as coisas acontecem e meu período de falta de sorte se inicia em Janeiro e só se encerra em Abril.

Saímos da casa (a do episódio do ventilador) depois de uma semana e, eu e o Guilherme, decidimos morar em um pensionato que estava ainda em construção. Resolvemos dividir quarto e eu o alertei:

Eu: - Olha, você sabe que eu sou uma pessoa bem racional e tal... MAS eu tenho um puta inferno astral, não se assuste se coisas estranhas começarem a acontecer tipo: eletrônicos pararem de funcionar e entrarmos em situações bizarras.

Guilherme: - Diabeisso mah?! Isso é coisa de quem lê Marie Claire ou fica vendo TV FAMA. Deixa de viadagem!

Dois meses depois eu escutaria ele, um rapaz ateu e sem qualquer crença no oculto, dizer:

Guilherme: - Cara... Só me diga quais vôos você vai pegar porque eu não quero estar em nenhum deles! E não encosta no meu notebook!

Vamos ao meio da história.

Na mesma semana fomos fazer a matrícula no programa de doutorado. Chegamos na secretaria e o primeiro a fazer a matrícula foi o Guilherme... tudo ok! matrícula feita! Chegou a minha vez:

Secretária: - Não consta seu nome no processo de seleção! Isso é estranho, as pessoas selecionadas são incluídas automaticamente no sistema! Você tem certeza que você foi selecionado aqui para a USP?

Eu: - Absoluta!

Nesse momento olho para o Guilherme e digo:
Eu: -Tá vendo? Eu te avisei...
Guilherme: - Coincidência.

Depois de muitas buscas ainda escuto um:

Secretária: - Tá fugindo da seca?



Enfim, após muito procurarem (e eu pensar várias vezes que viajei à toa), encontraram meu registro (num lugar pouco provável) e recebi mil perdões.

Esse foi o primeiro evento de muitos desse período (ou o ventilador foi o primeiro?).

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O primeiro dia em São Paulo

Nada melhor do que começar o Blog pela cidade que me inspirou a construí-lo. Lembro-me do meu primeiro dia em São Paulo: 25 de fevereiro de 2009.

Eu e o Guilherme, juntamente com outros amigos, alugamos uma casa para morar que era próxima (ou não tão próxima quanto pensávamos) da USP. Depois de desfazermos as malas fomos (Guilherme, Lima e eu) a um quarto cheio de tralhas jogar conversa fora e esperar o dono da casa que estava a caminho. Eis que surge o objeto que marcaria nosso primeiro dia em São Paulo: um ventilador! (que mal ele poderia fazer?!). O treco estava aberto pela parte de baixo e sem o cabo de energia. A chave seletora estava sem nenhuma conexão. Como fazia um calor tremendo, procuramos e encontramos o cabo com as conexões da chave seletora e Guilherme e eu decidimos montar o aparelho:

Eu: -Esse fio vermelho deve ser desse ponto!
Guilherme: - Acho que o preto fica aqui não?!
Lima: - Melhor deixar isso pra lá...

Enfim, chegou o momento que esperávamos: todas as conexões estavam feitas! E a seguinte pergunta ficou no ar: ligar ou não ligar na tomada?

Guilherme: - Lima! Trabalho de equipe! Nós montamos e você liga!
Eu: - Concordo! Trabalho de equipe!
Lima: - Galera...Vocês tem certeza que conectaram tudo certo?!
E, rindo, respondi: - Você não confia num trabalho feito por dois doutorandos?!

Não é que o rapaz foi audacioso, ligou e.... POW!!!

Quando as faíscas começaram a sair Guilherme correu pra sala, Lima correu pra cozinha e eu, num ato totalmente insano, puxei o treco da tomada. O quarto ficou tomado de fumaça que depois se alastrou pela casa toda. O cabo do ventilador estava todo derretido.

Lima: - Galera, primeiro dia na casa e vocês quase a destroem! O dono tá quase chegando e essa fumaça!
Guilherme: - Vocês não, nós! Trabalho de equipe Lima!

Enfim, esse foi o primeiro dia em São Paulo: quase botamos fogo na casa.