Já em início de disciplinas, estávamos atarefados e eis que falta energia quando mais precisamos: A noite! Esperamos mais de três horas e nada da energia voltar. Descobrimos que nossa pensão pegava energia emprestada da pensão vizinha.
Guilherme: - Mah! Eu insisto novamente: vamos no rafinha, lá tem energia! Vai chegar de manhã e não vamos ter energia aqui pelo andar da carruagem. Temos que terminar nossas coisas!
Eu: - Tá bom! Tá bom! Me convenceu! Vamos lá!
Dia seguinte quando voltamos um dos pedreiros nos diz: - A energia voltou 10 minutos depois que vocês saíram....
Eu: …
Guilherme: - Coincidência de novo!
Fomos ao quarto, Guilherme liga o interruptor pra checar e nada de energia.
Guilherme: - Ué?! O cara disse que tinham ligado a energia! Ainda estamos sem energia!
Nesse momento ele vai a porta e pergunta para um quarto próximo:
Guilherme: - Tu tem energia ai?
Fulano: - Sim!
Guilherme: - Que estranho...
Saímos pelo corredor e concluímos que todos os quartos tinham energia MENOS o nosso.
Eu: - Coincidência!
Guilherme: …
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
Inferno Astral (Parte 1)
De acordo com a Astrologia (a qual eu não acredito nem um pouco) inferno astral é o período de azar que as pessoas têm um mês antes do aniversário. Particularmente eu não acredito nisso, mas enfim... as coisas acontecem e meu período de falta de sorte se inicia em Janeiro e só se encerra em Abril.
Saímos da casa (a do episódio do ventilador) depois de uma semana e, eu e o Guilherme, decidimos morar em um pensionato que estava ainda em construção. Resolvemos dividir quarto e eu o alertei:
Eu: - Olha, você sabe que eu sou uma pessoa bem racional e tal... MAS eu tenho um puta inferno astral, não se assuste se coisas estranhas começarem a acontecer tipo: eletrônicos pararem de funcionar e entrarmos em situações bizarras.
Guilherme: - Diabeisso mah?! Isso é coisa de quem lê Marie Claire ou fica vendo TV FAMA. Deixa de viadagem!
Dois meses depois eu escutaria ele, um rapaz ateu e sem qualquer crença no oculto, dizer:
Guilherme: - Cara... Só me diga quais vôos você vai pegar porque eu não quero estar em nenhum deles! E não encosta no meu notebook!
Vamos ao meio da história.
Na mesma semana fomos fazer a matrícula no programa de doutorado. Chegamos na secretaria e o primeiro a fazer a matrícula foi o Guilherme... tudo ok! matrícula feita! Chegou a minha vez:
Secretária: - Não consta seu nome no processo de seleção! Isso é estranho, as pessoas selecionadas são incluídas automaticamente no sistema! Você tem certeza que você foi selecionado aqui para a USP?
Eu: - Absoluta!
Nesse momento olho para o Guilherme e digo:
Eu: -Tá vendo? Eu te avisei...
Guilherme: - Coincidência.
Depois de muitas buscas ainda escuto um:
Secretária: - Tá fugindo da seca?
…
Enfim, após muito procurarem (e eu pensar várias vezes que viajei à toa), encontraram meu registro (num lugar pouco provável) e recebi mil perdões.
Esse foi o primeiro evento de muitos desse período (ou o ventilador foi o primeiro?).
Saímos da casa (a do episódio do ventilador) depois de uma semana e, eu e o Guilherme, decidimos morar em um pensionato que estava ainda em construção. Resolvemos dividir quarto e eu o alertei:
Eu: - Olha, você sabe que eu sou uma pessoa bem racional e tal... MAS eu tenho um puta inferno astral, não se assuste se coisas estranhas começarem a acontecer tipo: eletrônicos pararem de funcionar e entrarmos em situações bizarras.
Guilherme: - Diabeisso mah?! Isso é coisa de quem lê Marie Claire ou fica vendo TV FAMA. Deixa de viadagem!
Dois meses depois eu escutaria ele, um rapaz ateu e sem qualquer crença no oculto, dizer:
Guilherme: - Cara... Só me diga quais vôos você vai pegar porque eu não quero estar em nenhum deles! E não encosta no meu notebook!
Vamos ao meio da história.
Na mesma semana fomos fazer a matrícula no programa de doutorado. Chegamos na secretaria e o primeiro a fazer a matrícula foi o Guilherme... tudo ok! matrícula feita! Chegou a minha vez:
Secretária: - Não consta seu nome no processo de seleção! Isso é estranho, as pessoas selecionadas são incluídas automaticamente no sistema! Você tem certeza que você foi selecionado aqui para a USP?
Eu: - Absoluta!
Nesse momento olho para o Guilherme e digo:
Eu: -Tá vendo? Eu te avisei...
Guilherme: - Coincidência.
Depois de muitas buscas ainda escuto um:
Secretária: - Tá fugindo da seca?
…
Enfim, após muito procurarem (e eu pensar várias vezes que viajei à toa), encontraram meu registro (num lugar pouco provável) e recebi mil perdões.
Esse foi o primeiro evento de muitos desse período (ou o ventilador foi o primeiro?).
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
O primeiro dia em São Paulo
Nada melhor do que começar o Blog pela cidade que me inspirou a construí-lo. Lembro-me do meu primeiro dia em São Paulo: 25 de fevereiro de 2009.
Eu e o Guilherme, juntamente com outros amigos, alugamos uma casa para morar que era próxima (ou não tão próxima quanto pensávamos) da USP. Depois de desfazermos as malas fomos (Guilherme, Lima e eu) a um quarto cheio de tralhas jogar conversa fora e esperar o dono da casa que estava a caminho. Eis que surge o objeto que marcaria nosso primeiro dia em São Paulo: um ventilador! (que mal ele poderia fazer?!). O treco estava aberto pela parte de baixo e sem o cabo de energia. A chave seletora estava sem nenhuma conexão. Como fazia um calor tremendo, procuramos e encontramos o cabo com as conexões da chave seletora e Guilherme e eu decidimos montar o aparelho:
Eu: -Esse fio vermelho deve ser desse ponto!
Guilherme: - Acho que o preto fica aqui não?!
Lima: - Melhor deixar isso pra lá...
Enfim, chegou o momento que esperávamos: todas as conexões estavam feitas! E a seguinte pergunta ficou no ar: ligar ou não ligar na tomada?
Guilherme: - Lima! Trabalho de equipe! Nós montamos e você liga!
Eu: - Concordo! Trabalho de equipe!
Lima: - Galera...Vocês tem certeza que conectaram tudo certo?!
E, rindo, respondi: - Você não confia num trabalho feito por dois doutorandos?!
Não é que o rapaz foi audacioso, ligou e.... POW!!!
Quando as faíscas começaram a sair Guilherme correu pra sala, Lima correu pra cozinha e eu, num ato totalmente insano, puxei o treco da tomada. O quarto ficou tomado de fumaça que depois se alastrou pela casa toda. O cabo do ventilador estava todo derretido.
Lima: - Galera, primeiro dia na casa e vocês quase a destroem! O dono tá quase chegando e essa fumaça!
Guilherme: - Vocês não, nós! Trabalho de equipe Lima!
Enfim, esse foi o primeiro dia em São Paulo: quase botamos fogo na casa.
Eu e o Guilherme, juntamente com outros amigos, alugamos uma casa para morar que era próxima (ou não tão próxima quanto pensávamos) da USP. Depois de desfazermos as malas fomos (Guilherme, Lima e eu) a um quarto cheio de tralhas jogar conversa fora e esperar o dono da casa que estava a caminho. Eis que surge o objeto que marcaria nosso primeiro dia em São Paulo: um ventilador! (que mal ele poderia fazer?!). O treco estava aberto pela parte de baixo e sem o cabo de energia. A chave seletora estava sem nenhuma conexão. Como fazia um calor tremendo, procuramos e encontramos o cabo com as conexões da chave seletora e Guilherme e eu decidimos montar o aparelho:
Eu: -Esse fio vermelho deve ser desse ponto!
Guilherme: - Acho que o preto fica aqui não?!
Lima: - Melhor deixar isso pra lá...
Enfim, chegou o momento que esperávamos: todas as conexões estavam feitas! E a seguinte pergunta ficou no ar: ligar ou não ligar na tomada?
Guilherme: - Lima! Trabalho de equipe! Nós montamos e você liga!
Eu: - Concordo! Trabalho de equipe!
Lima: - Galera...Vocês tem certeza que conectaram tudo certo?!
E, rindo, respondi: - Você não confia num trabalho feito por dois doutorandos?!
Não é que o rapaz foi audacioso, ligou e.... POW!!!
Quando as faíscas começaram a sair Guilherme correu pra sala, Lima correu pra cozinha e eu, num ato totalmente insano, puxei o treco da tomada. O quarto ficou tomado de fumaça que depois se alastrou pela casa toda. O cabo do ventilador estava todo derretido.
Lima: - Galera, primeiro dia na casa e vocês quase a destroem! O dono tá quase chegando e essa fumaça!
Guilherme: - Vocês não, nós! Trabalho de equipe Lima!
Enfim, esse foi o primeiro dia em São Paulo: quase botamos fogo na casa.
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